vivemos uma internet cada vez mais acelerada, algorítmica e impessoal. ao mesmo tempo, cresce o desejo por espaços de escuta, profundidade e pertencimento. a blush responde a esse momento com um gesto de pausa e reencantamento. o projeto propõe resgatar referências da internet antiga e ativar uma curadoria feita com intimidade ao assunto, aprofundada e sem pressa, criando um espaço em que a troca coletiva ainda é o que faz tudo funcionar.
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hoje, navegamos por uma internet que aprisiona em algoritmos, mas também pulsa com a possibilidade de resistência, reescritura e caos criativo.
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a blush existe oficialmente desde abril de 2024, mas sua origem é anterior. nasce na adolescência de andressa, em anos marcados por blogs, diários públicos, jogos, fascínio por arte e palavras - rookie mag, zines independentes, diários públicos e experimentações online que moldaram o desejo de criar um espaço sensível na internet.
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na faculdade de design, andressa convida a irmã e amigas da internet para criar juntas. porque experimentar em coletivo, inventar comunidade e construir junto sempre pareceu mais interessante do que sustentar um projeto solitário.
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o núcleo original - andressa, jéssica, julia, luana, gabriela, catarina e sofia - começa a publicar no wordpress e no instagram. depois, camila e marina se juntam, trazendo novos olhares e conhecimentos. o chat do coletivo é lotado de textos, referências, links do internet archive, indicações, códigos e conversas; desse acúmulo cotidiano e desse excesso compartilhado, a blush se consolida como um espaço de experimentação contínua: somos designers, redatoras, programadoras improvisadas, apaixonadas por arte e cultura e, acima de tudo, curiosas.